terça-feira, 13 de julho de 2010

Sua impossível chance

Quando comecei este blog, há pouco mais de um ano (sim, ele já fez aniversário), tinha uma vida beeem diferente da de agora. Mas como algumas coisas não mudam, apenas se substituem, a melancolia que me fez começar não foi embora. Não, não fiquem preocupados; não estou triste, só... pensando.

Tenho chegado em casa cada vez mais cansada, e sem ânimo pra estudar pro vestibular que vem aí, e no qual sei que vou ficar insuportável se não passar. Acordar cedo, pra mim, é muito difícil. Me culpo por não dar a atenção que deveria a algo que planejo, e que vai mudar meu rumo, me dar um novo caminho. Ao mesmo tempo, estou aqui escrevendo, ao invés de ler história, geografia, qualquer coisa.

Estou tão cansada... e como ninguém aqui pode ouvir meus lamentos sem fazer alguma cara ruim, ou algum comentário desalentador, escrevo. Assim me sinto desabafando sem receber lições de moral em troca.

Sabe, às vezes eu tenho raiva de pessoas que amo, e que me dão broncas. Sei que as mereço, mas me faz falta, pelo menos vez ou outra, uma passada de mão na cabeça, um "vai ficar tudo bem", um " não fica assim", umas palavrinhas sem o tom de sabedoria inata. Sei que muitas vezes eu faço exatamente o que estou reclamando com os outros. Porém, é sempre como último recurso.

Tava pensando... se eu estou aqui, é por algum motivo. Acredito que tudo tenha uma razão para acontecer. E me pergunto: qual a minha? Às vezes faz falta uma bola da cristal, o futuro nas cartas.

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