"Acho que estou cética demais. hahahahha
Quando é que a gente se cura disso? Quando é que a gente sabe que é pra sempre? Ou a gente nunca saberá?"
"Pode parar com o ceticismo.
Pode continuar assim com outras coisas do mundo, mas não com isso.
Não se sabe quando é pra valer até BAM você saber. Isso é que é bom."
"... Uhum. imagino que sim.
Mas vc sabe como é não saber."
"Ô se sei. Normal."
Estou muito melhor. A vida segue, novos sentimentos surgem, novas pessoas... ou as mesmas de algum tempo. Vida se estruturando.
E, ao mesmo tempo, olho pro meu futuro e vejo incógnitas. Vejo os tais X e Y das equações, mas sem fórmula de Bháskara pra ajudar a resolver.
Estou feliz. E isso dá medo. Porque eu não sei mais até quando. Não sei mais a duração das coisas. Não tenho mais as ideias de infinito que eu tinha.
Temo que o "pra sempre" não seja pra todo mundo, só pra quem tem sorte.
No final de semana acompanhei de perto um casal com essa sorte. Fui madrinha de casamento do meu irmãozinho escolhido a dedo, Thiago. E me vi feliz como há muito tempo não me via. E o melhor - tava feliz por outras pessoas. Gosto de ver que sou capaz disso, hehe, apesar de todos os meus egoísmos e defeitos.
Gosto de casamentos, dessa prova de que há quem acredite no futuro, no amor, no companheirismo, nessas coisinhas boas que a gente sente. Choro que nem criança, ainda mais se são pessoas que eu amo. E eram pessoas que eu amo.
Bem... ainda estou cética com o mundo, mas sou uma romântica incorrigível. Até consigo ver uma luzinha se aproximando nesse futuro incerto. E não, não acho que seja um trem =P
INVENTÁRIO DE PERDAS
Há 7 meses