quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

(Re) Construção

"Acho que estou cética demais. hahahahha
Quando é que a gente se cura disso? Quando é que a gente sabe que é pra sempre? Ou a gente nunca saberá?"

"Pode parar com o ceticismo.
Pode continuar assim com outras coisas do mundo, mas não com isso.
Não se sabe quando é pra valer até BAM você saber. Isso é que é bom."

"... Uhum. imagino que sim.
Mas vc sabe como é não saber."

"Ô se sei. Normal."


Estou muito melhor. A vida segue, novos sentimentos surgem, novas pessoas... ou as mesmas de algum tempo. Vida se estruturando.

E, ao mesmo tempo, olho pro meu futuro e vejo incógnitas. Vejo os tais X e Y das equações, mas sem fórmula de Bháskara pra ajudar a resolver.

Estou feliz. E isso dá medo. Porque eu não sei mais até quando. Não sei mais a duração das coisas. Não tenho mais as ideias de infinito que eu tinha.

Temo que o "pra sempre" não seja pra todo mundo, só pra quem tem sorte.

No final de semana acompanhei de perto um casal com essa sorte. Fui madrinha de casamento do meu irmãozinho escolhido a dedo, Thiago. E me vi feliz como há muito tempo não me via. E o melhor - tava feliz por outras pessoas. Gosto de ver que sou capaz disso, hehe, apesar de todos os meus egoísmos e defeitos.

Gosto de casamentos, dessa prova de que há quem acredite no futuro, no amor, no companheirismo, nessas coisinhas boas que a gente sente. Choro que nem criança, ainda mais se são pessoas que eu amo. E eram pessoas que eu amo.

Bem... ainda estou cética com o mundo, mas sou uma romântica incorrigível. Até consigo ver uma luzinha se aproximando nesse futuro incerto. E não, não acho que seja um trem =P

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Não tenho um título bom pra esse post.

Tenho medo de ser injusta. Mas quero escrever, então escreverei.

Estive triste. É uma tristeza que eu já esperava.... mas quando ela veio, foi chato.

No sábado, dia 05, eu chorei, pela primeira vez no ano. Bem, o ano acabou de começar. Eu só não esperava que as coisas viessem nessa velocidade.

Minha virada de ano foi boa, sim. Primeira vez que eu passei a meia noite que nos traz ano novo longe da minha mãe, do pessoal de casa. Fiz isso porque precisava fazer diferente. Minha vida mudou, tudo mudou. É o preço que eu pago pelas minhas decisões. Mas foi difícil receber o telefonema, o primeiro do ano, e ouvir minha tia dizendo que eu estraguei as coisas, que tava todo mundo triste por minha causa. Foi bastante difícil ouvir a voz tristinha da minha mãe e do meu pai. Meus irmãos sentiram minha falta, mas entenderam melhor. Acontece que eu não queria causar mais tristeza. Eu só precisava fazer algo pra não ficar chorando sozinha em casa, em Santos. Porque era isso que ia acontecer, depois que todo mundo voltasse da praia.

Me senti uma estranha nesse final de semana. Uma daquelas pessoas que você conhece de vista, é educado, até conversa, mas nada além disso. E foram amigos de 8 anos que me fizeram sentir isso. E eu tô sendo injusta... não foi intencional, eu sei que não. Porém, foi exatamente isso que eu senti.

Desci a serra pra ver minha família e amigos. Vi minha família, falei com a minha mãe e meu pai, expliquei, entre lágrimas, pra minha mãe porque eu não queria passar o ano novo em Santos esse ano. Acho que, ao ver minhas lágrimas, ouvir minhas razões, ela entendeu.

Não vi meus amigos. Não sei quantos deles vou manter. Não, eles não me tratam mal, eles falam comigo, eles gostam de mim. Mas o normal é que, por eu não estar na cidade sempre, as distâncias aumentem. E agora não só geograficamente.

Não vou fazer nada. Nem sei o que fazer.

E a minha vida em São Paulo tem se estruturado. e eu não sei se tenho direito de reclamar, sabe? Porque meus problemas são pequenos. Não são as coisas mais graves do mundo. Só são meus problemas.

E quem sou eu pra ficar triste?

Acho que ainda tô meio perdida.



Who, who am I to be blue
Look at my family and fortune?
Look at my friends and my house?

Who, who am I to feel dead?
And, who am I to feel spent
Look at my health and my money?

And where, where do I go to feel good?
Why do I still look outside me
When clearly I've seen it won't work?

Is it my calling to keep on when I'm unable?
Is it my job to be selfless extraordinaire?
And my generosity has me disabled by this
My sense of duty to offer

And why, why do I feel so ungrateful?
Me, who is far beyond survival
Me, who's seen life as an oyster

Is it my calling to keep on when I'm unable?
Is it my job to be selfless extraordinaire?
And my generousity has me disabled by this
My sense of duty to offer

And how, how dare I rest on my laurels?
How dare I ignore an outstretched hand?
How dare I ignore a third world country?

Is it my calling to keep on when I'm unable?
Is it my job to be selfless extraordinaire?
And my generousity has me disabled by this
My sense of duty to offer

Who, who am I to be blue?