quarta-feira, 31 de março de 2010

O dia dos meus anos

O tempo é um "ser" engraçado, adora pregar peças. Pelo menos uma vez por ano ele te lembra da sua mortalidade, de como ele continua a correr, mesmo que você finja não ver. Aniversários me lembram várias coisas, e, sim, eu me importo. Gosto de aniversários, de encontrar pessoas queridas, de receber telefonemas, de ganhar abraços de quem eu amo. Gosto de estar cercada de gente nesse dia.

Ano passado tudo estava bastante diferente. Eu estava desempregada, em Santos, nem tinha este blog. Não sabia de algumas coisinhas sobre mim, sobre os outros próximos de mim. Tinha algumas ilusões que não tenho mais. Como já disse aqui, a ignorância é mesmo uma benção, mas eu prefiro saber.

Agora completo 26 anos, enfrento todos os dias um trânsito de doer, estou trabalhando, tenho planos para o final deste ano que podem mudar os próximos 5 anos, estou em São Paulo, uma cidade da qual sempre gostei e que, apesar dos pesos, continuo gostando, ainda que de um outro modo.

Gosto de fazer balanços do que tenho passado de vez em quando. E aniversários são perfeitos para isso. Estou pensando em muitas coisas desde ontem, no que deveria mudar ainda, no que já desisti de lutar contra, nas coisas boas que me aconteceram. Ano passado eu tinha mais gente à minha volta. Mas, creiam, estou melhor assim. Só estou com uma saudade imensa do mar... nunca passei um aniversário sem ver o mar. Não adianta, posso ir morar no fim do mundo, nos confins do sertão ou de frente para mares mais bonitos que o "meu". Porém, nenhum vai conseguir substituí-lo. Não há mar como o meu mar. Que vontade de olhar pra ele!

Talvez possa não parecer pelo texto, mas estou feliz hoje, sim. Com vontade de fazer todo mundo rir, ouvir risadas. E a vocês que me aturam há tanto tempo, de boa vontade e apesar de todas as minhas chatices, muito obrigada. E parabéns também!! Hehehe

Para acabar, duas coisinhas: um textinho do meu querido Álvaro de Campos, que não tem nada a ver com o texto, mas que eu quis dividir hoje: Símbolos

"Símbolos? Estou farto de símbolos...
Mas dizem-me que tudo é símbolo,
Todos me dizem nada.
Quais símbolos? Sonhos. —
Que o sol seja um símbolo, está bem...
Que a lua seja um símbolo, está bem...
Que a terra seja um símbolo, está bem...
Mas quem repara no sol senão quando a chuva cessa,
E ele rompe as nuvens e aponta para trás das costas,
Para o azul do céu?
Mas quem repara na lua senão para achar
Bela a luz que ela espalha, e não bem ela?
Mas quem repara na terra, que é o que pisa?
Chama terra aos campos, às árvores, aos montes,
Por uma diminuição instintiva,
Porque o mar também é terra...

Bem, vá, que tudo isso seja símbolo...
Mas que símbolo é, não o sol, não a lua, não a terra,
Mas neste poente precoce e azulando-se
O sol entre farrapos finos de nuvens,
Enquanto a lua é já vista, mística, no outro lado,
E o que fica da luz do dia
Doura a cabeça da costureira que pára vagamente à esquina
Onde se demorava outrora com o namorado que a deixou?
Símbolos? Não quero símbolos...
Queria — pobre figura de miséria e desamparo! —
Que o namorado voltasse para a costureira."





E algo que vocês nunca imaginariam aqui: uma música do Renato Teixeira, que eu conheci na voz do Almir Sater (!), Tocando em Frente (depois incluo um clipe). PS: Não, não curto Almir Sater, mas essa música vale a pena.




"Ando devagar porque já tive pressa
Levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Eu nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia.
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
e no outro vai embora

Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz

Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz"

sábado, 20 de março de 2010

Autenticação

Sou menor. Bem menor do que gostaria de ser
Pequena, um décimo, um átomo.

Parece-me que diminuo com os segundos
E todos são grandes demais para ver

Indesculpavelmente menor,
e, sendo assim, não peço desculpas

O exagero ao contrário é
A pequenez que força enxergar tudo maior

Mas no mundo não há lugar para os pequenos
Não. Tudo há de se mostrar em largo tamanho

Deem-me maioridade, comprovantes, contracheques
Nada vai adiantar, continuo menor.

O que é maior em mim não se pode ver;
Sente-se. O que nasceu do eufemismo?

Mesmo adormecida, ela está aqui, sempre aqui.
E, enquanto estiver, e durar, serei menor.

terça-feira, 16 de março de 2010

(quase) Nada a declarar

Estava com vontade de dizer 500 mil coisas. Mas cheguei a conclusão que elas já foram ditas, por duas músicas, e bem melhor do que eu diria. Então, tomarei-as emprestadas e as colocarei aqui da forma que me encontraram e me tocaram. E sim, estou um pouco melancólica, labore... mas já passa.

Paciência - Lenine



"Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora, vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência

O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é tempo que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara, tão rara

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não para não

Será que é tempo que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara, tão rara

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não para não"

Um Pequeno Imprevisto - Paralamas do Sucesso

(O clipe não é dos melhores, mas a música vale a pena)



"Eu quis querer o que o vento não leva
Pra que o vento só levasse o que eu não quero
Eu quis amar o que o tempo não muda
Prá que quem eu amo não mudasse nunca

Eu quis prever o futuro, consertar o passado
Calculando os riscos bem devagar, ponderado
Perfeitamente equilibrado

Até que num dia qualquer
Eu vi que alguma coisa mudara
Trocaram os nomes das ruas
E as pessoas tinham outras caras
No céu havia nove luas
E nunca mais encontrei minha casa
No céu havia nove luas
E nunca mais encontrei minha casa"

quinta-feira, 11 de março de 2010

Un Film*

O Oscar já passou, ninguém mais aguenta ouvir falar de "Guerra ao Terror", "Avatar", Sandra Bullock, etc... Então, só pra encher o saco, vou falar de filmes! hehehe

Como acontece todo ano, vi um monte de filmes que não foram indicados e pouquíssimos que estavam na lista. Não importa, vejo filmes pra me divertir, não para me considerar entendida no assunto ou cinéfila. Gosto bastante de ver filmes, e quando gosto do filme vejo mais de uma vez... alguns eu exagero (já vi "O Diabo Veste Prada" 9 vezes, e "O Rei Leão" 26 vezes, só para citar dois). Meu gosto pra filmes é até variado... aliás, muitas vezes eu não sei explicar porque gostei de um filme e não de outro. Gosto de conteúdo, mas também de bobagens. A vida não pode ser sempre levada a sério.

Nos últimos 12 meses vi desde comédias a dramas e ficção científica, passando por documentários. Quase todos acompanhada, parte aqui em São Paulo, parte em Santos. Vi um sozinha, e ninguém mais viu: "É Proibido Fumar", com o Paulo Miklos e a Glória Pires. Bem legal, gostei mesmo, tanto que queria ter alguém pra comentar, hahahha. Vi "Avatar", na versão 2D, e, pra falar a verdade, achei bem fraco. Os efeitos são lindos, é um filme muito bonito, mas a história... enfim, ainda bem que ele não ganhou melhor filme.

Como fã que sou de livros policiais, estava louca pra ver "Sherlock Holmes": muito bom! Me diverti demais vendo, o filme é bem ágil e, mesmo quando vai apelar para os músculos, Holmes mostra que tudo tem um método, vem das "celulazinhas cinzentas", como diria outro detetive, o Poirot da Agatha Christie. "Amor sem escalas" também foi uma boa pedida, mas esperava mais.

Porém, o que me fez vir aqui fingir que sou crítica de cinema foram dois filmes recentes (ou quase): "Bastardos Inglórios" e "Nine". Ambos sensacionais, na minha modestíssima opinião, e cada um por um motivo diferente, até porque são longas bem diversos.

"Bastardos" foi o meu filme do ano, entrou para minha lista de preferidos sem dúvida. Quase totalmente ficcional, história muito bem dirigida pelo Tarantino - ele merecia um post à parte, definitivamente não é uma pessoa normal! - O longa fala de um tema que me interessa bastante, o nazismo, e coloca personagens fantásticos em ações inconcebíveis. Destaque para Brad Pitt, que está me convencendo, desde "Queime depois de ler", que não é só um cara que se mantém pelo rostinho bonito (pra quem curte o estilo loirinho, o que não é meu caso). Sem esquecer Christoph Waltz, que ganhou oscar de coadjuvante pelo caçador de judeus mais irritante que eu já vi. O filme é magistral, fazia um tempo que eu não saia do cinema tão satisfeita de ter pago a entrada e passado duas horas da minha vida numa sala escura.



E, por último, "Nine". Um musical - e olha que eu nunca fui fã de musicais. A história é boa, mas as atuações são o melhor! Sem falar nas pequenas doses de italiano (ah, essa língua é linda), nas músicas, nos cenários, nas situações criadas. Destaco o ator principal, claro, Daniel Day-Lewis, e a Marion Cotillard, excelente atriz e belíssima, além da Judi Dench, veterana formidável. Algumas músicas são irresistíveis: "Be Italian", cantada pela Fergie (sim, ela está no filme), "Take it All", na voz de Marion, e "Unusual Way", com a Nicole Kidman. Assista urgentemente!



*O Cinema, em italiano

segunda-feira, 8 de março de 2010

8 de março: hoje é ... segunda-feira, e só

Às vezes acho que não sou muito mulher. Melhor explicando: sou mulher, namoro um menino, tudo como poderia ser chamado de normal, se eu fosse preconceituosa. Mas, às vezes, acho que não sou muito mulherzinha.

Eu sempre brinquei que sou macho demais para certas coisas... e parece que não é só brincadeira. Não que eu não seja feminina e não tenha as crises que toda mulher tem, mas me faltam umas frescuras, não sei. Hahaha, é difícil explicar!

Falo isso em parte por causa da data de hoje. Havia me esquecido que hoje era Dia Internacional da Mulher. Dia da mulher! Santo Deus, quanta besteira... então quer dizer que hoje as pessoas resolveram que é o melhor momento para dar parabéns por eu ter nascido do sexo feminino. Na boa, que espécie de parabéns é esse? Me felicitar porque eu sou menina?

Não sei se vocês sabem a origem do dia das mulheres, então vou contar: esse dia, nos EUA, em 1857, dezenas de mulheres que trabalhavam em uma fábrica da indústria de tecidos entraram em greve. Os patrões dessa fábrica as trancaram lá dentro, aconteceu um incêndio e grande parte delas morreu queimada. Até eu aprender isso na escola, esse dia era só um dia, e eu nem me importava com a comemoração. Depois disso, não pude ignorar mais.

Não queria fazer um panfleto feminista aqui, mas parece que não vou conseguir, hehe. Acho extremamente legítimo lembrar desse dia, das mulheres que morreram naquela greve, das muitas mulheres que, queimando sutiãs, calcinhas da vovó ou nada, mudaram a nossa história. Não tenho nada contra elas, muito pelo contrário: devo minha atual liberdade a elas. Se não fossem essas feministas do passado (que muitos tem a mania de chamar de feias e mal amadas), eu não teria a liberdade de escolher trabalhar ou não, ter filhos ou não, estudar ou não. Se eu quiser ser dona de casa, ou quiser sair pelo mundo desbravando fronteiras, devo essa possibilidade de escolha a elas.

Mas não gosto dessa comemoração, desse oba-oba em torno do dia. Não gosto das lojas tomando essa data para criar promoções esdrúxulas. Não gosto de ter que ouvir a piadinha que diz "hoje é dia da mulher, os outros 364 são dos homens". Não gosto de receber Power Points falando da valorização da mulher, que recebemos aos montes nesse dia, como se precisassemos ser lembradas do quanto somos importantes para o mundo e blábláblá. Tudo tão significativo, não é? (Ironia modo on)

É claro que meus amigos podem me cumprimentar, se quiserem, pelo dia. Não vou morder ninguém por conta disso, e sei que quando escutar isso de amigos não será falso. Porém, prefiro que vocês me cumprimentem por coisas que eu faça, pelo meu aniversário que está perto, pela minha amizade, sei lá, por qualquer coisa. Eu sou mulher, mas tenho muito mais orgulho de quem eu sou do que do meu sexo. Ser mulher é apenas uma das características que me formam.

Para quem acha importante comemorar esse dia, parabéns. Para quem, como eu, acha que hoje é só segunda-feira, bom início de semana e bem-vinda ao meu mundo.

Aliás, sabem que me orgulho de não ser tão mulherzinha assim?

Motivo - Cecília Meireles

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Notas musicais - Coldplay

Demorei pra escrever, o show foi na terça, hoje já é quinta-feira... Mas agora, sem mais delongas, minhas impressões.

Primeiro, foi um dia diferente e divertido. Leo e Isa subiram a serra, o Leo num dia inspirado por idéias mega empresariais e lucrativas. Ou como diria Thiago (e depois todos nós) "Hoje eu acordei sebrae", hahahahaha. Ótimas companhias são assim: o tempo passa, você ri e nem vê ele passar.

Caminho pro show, um motorista chato não nos deixou entrar no ônibus, mas tudo bem, tem outros ônibus no mundo, hehe - especialmente naquele dia, para aquele percurso, lotaaaados. Chegamos no Morumbi, e depois de ataques de capas de chuva para vender entramos no estádio. Uma pessoa nada feliz e que queria muito estragar o dia de alguém impediu um caminho fácil, mas beleza, nós desviamos e tudo certo. Sentados e passando frio, esperamos pelo show.

Agora o show: foi muito bom, mesmo, mas poderia ter sido beeem melhor, se o som estivesse 100 por cento. Não estava: em muitos momentos não dava para entender o que o Cris Martin cantava. Mas o show deles é um grande espetáculo, cheio de detalhes, extermamente bem feito. O Cris tem uma presença de palco incrível, é showman mesmo, e a banda não deixa por menos. Muito Bom!

Alguns momentos foram muito especiais: os grandes sucessos, como "Clocks", "In My Place" e "Yellow" sendo entoados pelo público; as 60 mil pessoas cantando em uníssono os "ooooooooooooooo" de "Viva La Vida", já nos primeiros acordes, e a carinha feliz que o Cris fez vendo isso; a própria banda puxando um "Parabéns pra Você" em português (era aniversário de mr. Martin); a supresa de tocar "Politik", que não estava na set list do Rio de Janeiro; e as borboletas de "Lovers in Japan".

Mas dois momentos ficaram gravados "na vida de minhas retinas tão fatigadas" - o primeiro, quando Cris Martin cantou "Fix You", que ficou linda ao vivo. E o meu momento preferido, quando, já no bis, começa o piano de "The Scientist". Ah, como eu amo essa música! E como ela mexe comigo, de verdade. Sempre que eu estou meio triste, ou com saudade de algo, escuto e às vezes choro enquanto ela toca. E quando está tudo certo, ela me acalma, me faz um bem sem tamanho.

Cantei cada verso dessa música, e já nos primeiros meus olhos encheram d'água. Depois do primeiro "Oh take me back to the start", precisava apertar a mão de alguém. Pedi licença à Ju (brigadinha e desculpa qualquer coisa, moça), que gentilmente me cedeu um pouquinho a mão do Thi (e como ele tem duas, foi um empréstimo sem muitos problemas). E então, entre lágrimas, cantei o restante da música.

Como disse, o show poderia ter sido bem melhor, mas o momento acima descrito valeu pelo ingresso, pela fila de duas horas que peguei no sábado, pelas pessoas mal educadas que encontramos no caminho, por tudo. Não foi tão bom como poderia, mas eu me emocionei. Para mim, é isso que importa.

The Scientist - Coldplay (Live in Morumbi)



Come up to meet you, tell you I'm sorry
You don't know how lovely you are
I had to find you, tell you I need you
And tell you I set you apart
Tell me your secrets, And ask me your questions
Oh let's go back to the start
Running in circles, Coming in tails
Heads on a science apart

Nobody said it was easy
It's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Oh take me back to the start

I was just guessing at numbers and figures
Pulling the puzzles apart
Questions of science, science and progress
Don't speak as loud as my heart
And tell me you love me, Come back and haunt me
Oh when I rush to the start
Running in circles, Chasing tails
Coming back as we are

Nobody said it was easy
Oh it's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
I'm going back to the start