Novamente o medo bate à porta. Algumas coisas vão mudar de novo, e que bom! Estou de nova mudança em pouco tempo. A inconstância da minha vida em Sampa me irrita às vezes, mas sinto que agora ela vai diminuir.
Não tenho tido tempo de aproveitar estar aqui, olhar a cidade. Sono sempre fala mais alto que o sol, hehe. Taí um pecado que tenho que corrigir: preguiça.
Já tenho saudades antecipadas em mais ou menos 2 semanas (olhos enchem d'água). Sim, tudo é sempre antecedido, não sei ainda como resetar esse defeito de fabricação. Esse pra mim é um intervalo já um pouco com sabor de despedida, apesar de estar indo para não muito longe, na verdade bem perto.
Nesse pouco tempo aprendi sobre mim, sobre outros, sobre coisas bem bobinhas e outras mais importantes. Estou lendo um livro bem louco, emprestado por um amigo desse tempo, o Lê, companhia bem cotidiana e interessantíssima. Passei algumas noites em conversas com a Laura e o Jessé, e até comemorei aniversário comendo tapioca acompanhada deles e da Alana. Dei assessoria de texto para o Mau mais de uma vez, e adoro, haha. Dei risadas e soube curiosidades com o recém-chegado Diogo. Vi Ídolos e ouvi sobre teatro com a Dai, que enlouquece com o cantor estiloso, hehe. Sem falar, claro, do Thi, minha companhia mais constante sempre.
Não vou esquecer as conversas até tarde sobre escritos, religião, filosofia, vida, música, televisão, qualquer coisa. Tudo é motivo para eu passar um tempo conversando. Nem do casamento mais emocionante que já fui, nem da festinha mais íntima e despojada de aniversário. Nem das sessões de filmes, nem das comidinhas, e muito menos das músicas, danças e conversas de apagão!
Não quero sumir, e não vou, mas não será como antes. O 'todo dia' vai se transformar em 'às vezes'... Não é ruim, é só diferente. O meu problema é me apegar ao presente, com medo de que o futuro chegue e o leve embora (água nos olhos novamente).
Já sinto falta de tudo que ainda está aqui, tanto que pretendia escrever isso quando me fosse, mas não consegui esperar. Agradeço a vocês, todos vocês. Não me deixem desaparecer, ok?
Para terminar, uma música que pra mim sempre representa final e recomeço: Dessa vez, do Nando Reis. Minha preferida dele. Queria achar o clipe oficial, mas não tem. Vai essa versão.
É bom olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer
É bom olhar pra frente, é bom, nunca é igual
Olhar, beijar e ouvir cantar um novo dia nascendo
É bom e é tão diferente
Eu não vou chorar, você não vai chorar
Você pode entender que eu não vou mais te ver
Por enquanto,
Sorria e saiba o que eu sei: eu te amo
É bom se apaixonar, ficar feliz, te ver feliz me faz bem
Foi bom se apaixonar
Foi bom, e é bom, e o que será?
Por pensar demais eu preferi não pensar demais dessa vez
Foi tão bom e por que será?
Eu não vou chorar, você não vai chorar
Ninguém precisa chorar, mas eu só posso te dizer
Por enquanto,
Que nessa linda estória os diabos são anjos
Eu não vou chorar, você não vai chorar
Você pode entender que eu não vou mais te ver
Por enquanto,
Sorria e saiba o que eu sei eu te amo
INVENTÁRIO DE PERDAS
Há 7 meses