quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Para Fazer Uma Pessoa Dadaísta

Finalmente assisti um filme sozinha em cinema de São Paulo, já que estou saindo cedo mesmo... É legal, mas queria ter alguém pra comentar o filme, e não tenho. Vi um filme que ninguém viu, "É Proibido Fumar" (sim, aquele com o Paulo Miklos, hehe). Muito legal, engraçado, ri bastante. Divertido sair sozinha por São Paulo, como tenho feito. Mas muito melhor com boas companhias.

Algumas pessoas tem convivido um pouco mais comigo por esses dias. Boas companhias são sempre bem vindas, e continuem!!

Ainda estou me acostumando com novas realidades, tenho fases de crises, fases de calmaria. Estou numa calmaria agora. Só não sei até quando, hahhahaha. Sabe como é, a pessoa que vos escreve é levemente depressiva.

Ando conversando com pessoas, vendo minhas atitudes, meus defeitos imensos e complicados, minhas virtudes (sim, até tenho algumas)... é engraçado ver como a gente se repete, segue padrões mesmo sem querer. Sigo meu padrão, e às vezes até consigo sair dele, mas nem sei se quero mesmo. Quero e não quero. Aliás, quero e não quero querer tanta coisa...

O mar faz muita falta. Fez uma falta imensa na última sexta-feira, mas eu dei um jeito e trouxe o mar pra mim, de alguma forma. Gosto de me sentir pequena diante do tamanho do mar, e ter a certeza do quanto eu sou minúscula perto do mundo. E se eu sou pequena, meus problemas também são. Então, porque levá-los tão a sério, não é?

Não vou lutar contra o que sinto, não adianta. Mas quero lembrar que sou pequena, e que tanta coisa é mais importante do que eu que não devo levar tudo a ferro e fogo. Quero ser mais... Dadaísta:

Para Fazer Um Poema Dadaísta - Tristan Tzara

Pegue um jornal
Pegue a tesoura.
Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema.
Recorte o artigo.
Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco.
Agite suavemente.
Tire em seguida cada pedaço um após o outro.
Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco.
O poema se parecerá com você.
E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Hurt

Algumas coisas me doem. Às vezes eu esqueço, e tudo fica normal. Então, vinda do nada, reaparece a dor. Ninguém sabe o que se passa aqui dentro, ninguém, nem eu sei direito. Ninguém conseguiria entender se eu dissesse. Mas não pense que estou aqui querendo parecer sublime, sensível, nada disso. Eu já disse que não sou um bom lugar, e não sou mesmo.

"O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime." Tabacaria - Álvaro de Campos

"Quando tudo está perdido, sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz
Mas não me diga isso

Hoje a tristeza não é passageira
Hoje fiquei com febre a tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela parecerá uma lágrima

Queria ser como os outros, e rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza das coisas com humor
Mas não me diga isso

É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto, isso passa
Amanhã é um outro dia, não é?

Eu nem sei porque me sinto assim
Vem de repente um anjo triste perto de mim

E essa febre que não passa, e meu sorriso sem graça
Não me dê atenção
Mas obrigado por pensar em mim

Quando tudo está perdido sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido sempre existe um caminho

Quando tudo está perdido, eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido, não quero mais ser quem eu sou

Mas não me diga isso,
Não me dê atenção
E obrigado por pensar em mim" - Legião Urbana, Via Láctea

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Run the risk (...) Life is very short

O título vem de uma música dos Beatles, "We can work it out". Correr o risco, porque a vida é muito curta. Mas não estou dizendo necessariamente no sentido de que ela irá acabar logo. No caso, penso mais em como a minha vida ainda é curta, como eu ainda não vivi tanta coisa, e como ainda tenho tempo pra muito.

Tenho mania de viver tudo como a última vez, desde que descobri que a morte existe e nos leva de verdade. Então, isso que eu acabei de dizer parece fora do meu eixo. Talvez seja. Mas foi pensanndo assim que vim pra São Paulo. E, sim, me sinto sozinha, me entristeço bem fácilmente aqui, mas não me arrependo. Quero ainda encontrar meu caminho, e estou indo até ele.

Mas não é fácil, de jeito nenhum. Não foi fácil pra mim sair da minha vida praiana, deixar de ver meus programas de TV, deixar meu namorado lá, deixar minha casa, meus pais, meu conforto. É arriscar mesmo, sabendo que pode não dar certo.

Tenho amigos que arriscaram e foram para lugares ainda mais longe. Tenho amigos que não querem arriscar, têm medo. Para todos, digo: vale a pena, mesmo se não der certo. E se não der certo, podemos voltar atrás, não é vergonha desistir, mudar os planos. Se eu precisar, engolirei meu orgulho e voltarei. Esse é um conselho muito sério - temos o dever de tentar, e se não der certo, o direito de voltar.

É isso. E este post não vai ter música, nem poesia. Já disse bem o que queria.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

I'm only sleeping

"Perdi-me dentro de mim, porque eu era labirinto"... "Minha mente gira" mesmo paralisada. Meus pés caminham sem parar, para outros lugares, enquanto estou aqui sentada. Meu corpo está aqui, mas não minha alma.

"Faço das lembranças um lugar seguro". Memórias vãs, que acalentam e machucam... espinhos da rosa.

"God, only God knows I'm trying my best, but I'm just so tired of this loneliness". São Paulo - tomei-a em goles, e agora sinto-a descer pela garganta. Temo que o copo se esvazie.

"Esqueci de tentar esquecer" - outra vez me deparo com o que foi, e ainda é.

A verdade? "Esse meu rosto vermelho e molhado é só dos olhos pra fora. Todo mundo sabe que homem não chora"