terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Run the risk (...) Life is very short

O título vem de uma música dos Beatles, "We can work it out". Correr o risco, porque a vida é muito curta. Mas não estou dizendo necessariamente no sentido de que ela irá acabar logo. No caso, penso mais em como a minha vida ainda é curta, como eu ainda não vivi tanta coisa, e como ainda tenho tempo pra muito.

Tenho mania de viver tudo como a última vez, desde que descobri que a morte existe e nos leva de verdade. Então, isso que eu acabei de dizer parece fora do meu eixo. Talvez seja. Mas foi pensanndo assim que vim pra São Paulo. E, sim, me sinto sozinha, me entristeço bem fácilmente aqui, mas não me arrependo. Quero ainda encontrar meu caminho, e estou indo até ele.

Mas não é fácil, de jeito nenhum. Não foi fácil pra mim sair da minha vida praiana, deixar de ver meus programas de TV, deixar meu namorado lá, deixar minha casa, meus pais, meu conforto. É arriscar mesmo, sabendo que pode não dar certo.

Tenho amigos que arriscaram e foram para lugares ainda mais longe. Tenho amigos que não querem arriscar, têm medo. Para todos, digo: vale a pena, mesmo se não der certo. E se não der certo, podemos voltar atrás, não é vergonha desistir, mudar os planos. Se eu precisar, engolirei meu orgulho e voltarei. Esse é um conselho muito sério - temos o dever de tentar, e se não der certo, o direito de voltar.

É isso. E este post não vai ter música, nem poesia. Já disse bem o que queria.

2 comentários:

  1. Acredito que a vida é toda feito de riscos, de acertos e erros que não se pode evitar. Quando nos arriscamos e damos a cara a tapa, vivemos! Se dá certo, ótimo! Se dá errado, não tem problema, vale a experiência e o aprendizado. Nada é por acaso nem à toa!

    Talvez você não saiba o quanto me orgulho de você por estar sendo forte e "dando a cara a tapa" por um ideal, por um sonho ou até mesmo pela incerteza do futuro. É assim mesmo que tem que ser! Te parabenizo por isso! E pode ter certeza que por mais que às vezes eu mesma tenha medo de me arriscar, uma hora o medo passa e aí ninguém mais me segura. Acho que insegurança também é bom!

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  2. O dever de tentar e o direito de voltar - tá aí uma máxima para entrar no meu estatuto de vida.
    Eu não aprendi a viver como a última vez, até porque na atual conjuntunra em que me encontro não dá vontade nem de viver como a primeira, mas essa filosofia me cativa um bocado. Me ensina??? Bjo.

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