E aí, from nowhere, aparece o velho sentimento novamente. Já tava estranhando, cerca de 3 meses sem aparecer, hehe. Eu me apego a coisas e pessoas, e aproveito como se não houvesse amanhã, torcendo para que ele haja. E quando preciso me desapegar um pouco, dói. Não é dor "fim do mundo", é uma dor tão, tão, tão bem conhecida, mas com a qual eu não sei lidar. Nunca vou aprender, pelo que parece.
E aí vem na minha cabeça todas as vezes que isso aconteceu. Todos os filmes passam novamente, e eu vejo que cometo sempre os mesmos atos, sabendo o que vem em seguida e não me importando. E dá uma vontade maluca de sair correndo e encontrar apenas duas pessoas nesse mundo, que não vou falar quem são. Se essas pessoas lerem isso, saberão que estou falando delas. Uma eu vou ver em breve. A outra eu não sei, mas, ah, como eu queria!
E aí, quem se importa? Eu sei que muita gente lendo isso aqui vai se preocupar, falar que estão aqui pra mim. Eu sei disso, e é isso que em parte me mantém em pé, conseguindo viver, me faz sair de casa, enfrentar mais um dia. Mas tem uma coisa que vocês terão que entender - quando estou assim, preciso ouvir esse tipo de coisa, sim, e preciso que vocês me deem atenção. Mas saibam que eu só vou sair disso sozinha, por mim mesma. Por mais apoio que eu tenha (eu tenho, graças a vocês), só eu sei como me curar disso, ao menos temporariamente.
E aí eu fico curtindo meus próprios velórios. Acredito em chorar bem o defunto. A questão é que ainda não há defunto - como sempre, sofro por antecipação. Tudo bem, estou encarando como uma preparação. Afinal, isso de sofrer antes é nada além de tentar sofrer menos quando for preciso, estar mais anestesiada.
E aí que não vai adiantar vir me perguntar o que está acontecendo. Não vou dizer. Apenas se aproximem e me façam cafuné na cabeça, se puderem. Me deem abraços fortes, digam que vai ficar tudo bem. Só isso. E, por favor, não me perguntem nada.
"Mas não me diga isso, não me dê atenção, e obrigado por pensar em mim"
INVENTÁRIO DE PERDAS
Há 7 meses