quinta-feira, 29 de março de 2012

31 de Março

Mais um post de aniversário. Porque essa época sempre chega com uma vontade gigante minha de refletir, e repassar o que aconteceu, pelo menos na minha cabeça. E nesses últimos 364 (ano bissexto ainda incompleto) dias aconteceu tanta, mas tanta coisa que parecem ter se passado 5 anos, pelo menos.

Conheci muitas pessoas que me mudaram, e mudam, até agora. Engrenei no curso de Letras, passei no meu "carino" Italiano, saí de um emprego, fiquei de férias forçadas por um tempo, entrei no emprego novo, conheci mais pessoas. Tive um problema meio sério, que não vem ao caso (e do qual eu NÃO vou comentar mais que isso), vi pessoas, fui madrinha de casamento, recebi amigos de volta, tive saudades tremendas (ainda tenho), amei tanta gente, chorei um pouco, ri muito mais.

Vi muitos filmes, conversei, andei por lugares que nunca tinha ido em São Paulo e na USP (só passei a saber andar na USP esse ano), dormi em mais lugares diferentes do que me lembro agora, entrei em grupos diferentes, comecei a jogar RPG. Lutei contra uma greve na faculdade, e contra a PM no Campus. Não quero me definir por um lado, ainda prefiro, como disse um amigo, ir para frente ao invés da direita ou da esquerda. Mas sou um ser político, não tem jeito.

Muitas novidades, e elas continuam. Essa é a parte boa de envelhecer - sempre há algo novo, sempre! Mesmo que não pareça. A gente nunca é o mesmo, e a vida e as pessoas em volta nos mudam o tempo todo. Este ano, mais do que nunca, mudei. Apesar disso, continuo a mesma... e assim seja.

Todo mundo aí - Obrigada!!! =D

PS: não consigo incorporar o vídeo (saco). Vejam aí, é mó legal, e eu queria muito ter ido nessa festa:
http://www.youtube.com/watch?v=jHLCwc-4l3U

segunda-feira, 5 de março de 2012

"O Artista" ou "Porque eu gosto de ver filmes no cinema"


Vi "O Artista", o filme com 5 Oscars deste ano e que ganhou quase tudo em todas as premiações. Sempre fico com o pé atrás com filmes muito aclamados, mas achei a idéia do longa tão boa que fui instigada a vê-lo na telona. E essa é a melhor forma de vê-lo, a que mais combina, a que deve ser utilizada.

Eu pensei em como classificar o filme, antes de qualquer coisa. Não posso dizer que é um drama... chamaria de comédia, mas não sei se dá pra usar esse termo - comédia logo nos lembra qualquer filme mais ruinzinho. Posso dizer que é um filme inovador? Não. Posso dizer que está à frente de seu tempo? Não. Posso dizer que é saudosista? Não. Retrógado? Não. Antigo? Não. Ok, o que eu posso dizer, então?



"O Artista" é ótimo. De verdade. Um filme que sabe te fazer rir, te fazer pensar. Você torce pro mocinho e pra mocinha. Se diverte com o cãozinho e seus truques. E não sente falta das falas.

Esse longa proporciona uma experiência nova, que é bem velha: o cinema sem fala, preto e branco. No início, é estranho não ouvir as palavras ditas, e ter que se acostumar a não ter todas as falas transportadas para aquelas telas com o texto. A trilha vai dando o tom das conversas, as personagens interagem, você assiste, não ouve... e entende.



A sessão que eu fui fez coro ao filme - silêncio total. Devo admitir que eu quebrei esse acordo algumas pouquíssimas vezes, mas bem baixinho, não incomodei ninguém (juro). Porém, o tempo quase todo fez-se silêncio na sala, entrecortado pelas risadas e reações das pessoas. Foi curioso - não tínhamos coragem de falar, ninguém atendeu celular, nem mandou mensagem. Todos de olho na tela.

Não vou contar a história d'O Artista, muito bem retratada no longa, por sinal. Dava pra ver o cuidado que os diretores tiveram com as cenas, os atores, os cortes de câmera. Aliás, os atores foram um show à parte - a moça que faz Peppy Miller é muito boa! Mas isso nem é o mais importante: o melhor é a experiência de passar algumas horas num passado que nenhum de nós conheceu no cinema.


E aqui entra a 2ª parte do título - eu realmente acredito em ver filmes com a atmosfera do cinema. Sentar-se na cadeira, recostar, olhar para a telona à sua frente, ouvir o projetor funcionar (sim, eu sentei bem embaixo da sala de projeção e dava para ouvir o projetor!). Pode ser que daqui há algum tempo essa experi~encia seja extinta. Será uma pena se acontecer; torço para que não. Enquanto puder, vou ao cinema!

E a parte mais estranha de todas foi depois da sessão: saindo da sala, depois de um par de horas quase no silêncio, voltamos ao nosso mundo barulhento. Shopping, pessoas falando, bandinha tocando música do Jota Quest (pois é) em uma lanchonete. Foi ensurdecedor voltar ao mundo dos sons em abundância.

PS: Não vou colocar o trailer. Ele dá informações que eu acho que ficam melhores se vocês virem durante o filme.
PS2: Eu fiquei com vontade de usar aqueles vestidinhos de mulheres dos anos 20. Sério, eu daria uma boa mocinha dessa época, com meu cabelo e minha boina. Hehe.