sexta-feira, 26 de junho de 2009

Don't Stop 'Till You Get Enough

Sei bem que ontem (25/06) ninguém falou em outra coisa após às 7 da noite. Eu, pelo menos, não falei. Meu, é surreal saber que o cara morreu. Como assim?!?! Ele morre? Eu estava tão acostumada com ele vivo e estranho, desde sempre, que pra mim é muito, muito surreal. Não tenho outra palavra...

Ou melhor, tenho sim: triste. É tudo muito triste na história do maior artista pop... desde os maus tratos do pai, passando pela adolescência, até o adulto problemático, ainda muito criança para enfrentar o mundo. Mas, na boa, isso todo mundo já falou: falarei dele como artista, e as coisas que mais me impressionavam nele.

Primeiro, o início: adoro os Jacksons Five!!! E ele era uma coisa muito fofa pequenininho, cantando melhor que os marmanjos irmãos dele. Minha preferida é o grande sucesso "ABC", que todo mundo conhece. Gosto demais dessa! Olha o vídeo aí:



A qualidade do vídeo não tá a melhor, mas a música é ótima! Não consigo ouvir e ficar parada, não dá!!

O garoto cresce, vai pra carreira solo, e faz clássicos, ainda novinho, carinha de criança... negão de voz especial, não grave como a que a gente sempre espera de um negro. Fantástico. Uma das minha preferidas é "Rock With You", do link aqui embaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=7hK3Y1Ehv9c

Infelizmente ela está desabilitada para incorporação, então fica o link. Deem um pulinho no youtube, deixem de ser preguiçosos! hehe.

Ele foi um rei também nos vídeos... fez clipes lendários, e é dono do mais clássico de todos, "Thriller", mas esse nem é meu preferido. O melhor de todos, na modesta opinião desta que vos escreve, é "Beat It"!!! Porque é muito tosco, é engraçado, é genial, hahaha. E é de uma das minha músicas preferidas. Também tem o problema da incorporação, porém nesse eu vou dar um jeito: vou postar o vídeo dissecado pelo Marcos Mion, na época do Piores Clipes do Mundo. E, acredite, eu SEI a coreografia toda, hahahaha.



Vai envelhecendo, vai perdendo a mão, um pouco... mais por conta das crises pessoais que qualquer outra coisa. Tudo bem: ele já era o artista mais importante. E antes de tudo, faz outro clássico, desta vez com Paul McCartney, "Say, Say, Say"



Por fim, a mensagem que esse artista, que dispensa apresentações (tanto que não toquei no nome dele, de propósito) deixou, pra mim, é: "Don't Stop 'Till You Get Enough" - Não pare até conseguir o suficiente. Então, não paremos... Michael, Rest In Peace.

http://www.youtube.com/watch?v=4_hz2am90Hk

terça-feira, 23 de junho de 2009

Penso, pena que seja... muito**

Passei esse final de semana aparando mais algumas arestas, e descobrindo outras que vão precisar ser aparadas. Não dei atenção a tudo que queria, a todos que queria, da forma que queria. Começo a pensar novamente se eu não estou errada, se a minha verdade é verdade. Não por influência de conversas, e sim das inúmeras mudanças que estão se processando na minha cabeça. Meu windows está sendo atualizado, assim no presente contínuo mesmo,e eu não tenho certeza se a nova versão vai ser a melhor. Só que, uma vez atualizado, não há como voltar atrás, não dá para me formatar.

Uma vez Albert Einstein disse que tudo é relativo. Eu concordo... aliás, quem sou eu pra discordar de Einstein (hehehe)? O tempo também é. Estava vivendo uma semana que começou no dia 9 de junho, e só agora está acabando. Mais uma vez, aprendo que tenho que ouvir minha intuição, que graças a Deus é beeem insistente... ela teve que gritar comigo esses dias, porque eu não queria ouví-la. Por fim ouvi.

Estou cansada demais, de situações, de pessoas, de pensamentos meus e dos outros... cansada, e intolerante. Não que isso mude muito o meu modus operandi. A mudança é aqui dentro, não no jeito que trato as pessoas. "O que há em mim é sobretudo cansaço — Não disto nem daquilo, Nem sequer de tudo ou de nada; Cansaço assim mesmo, ele mesmo, Cansaço" (Álvaro de Campos)

Às vezes tenho medo de mim. Medo do que sei que sou capaz, medo de ser injusta, medo das decisões que eu tomo. Não é um medo que paralisa, mas que me leva a enfrentá-lo. Dessa forma, o medo é positivo. Porém, ainda assim, aterroriza, e muito!

Ainda agora há pouco pensava em algumas decisões que podem me mostrar um caminho na vida, me deixar menos perdida. Acho que finalmente vou começar a encontrá-lo, não tenho certeza. Para isso, vou precisar de coragem... que não sei se tenho. Temo ser fraca demais, temo não conseguir encarar vida nova, em outro lugar. Sou um pássaro que ainda não deu seu primeiro voo. Ou melhor: que já voou, mas que ainda não tem a segurança dos grandes voadores.

Quero escrever, ser jornalista de fato e de direito. Mas não vejo isso muito próximo. O que me entristece...

Queria um máquina do tempo, pra consertar coisas. Queria ser cartomante, saber meu futuro, para tomar as decisões corretas. Não quero e não posso errar, mas sou humana, demasiadamente humana. Gosto de saber que não sou perfeita, e ao mesmo tempo queria ser a melhor pessoa. Não sou. Também tenho medo de ferir os outros, de magoar. Parece altruísmo? Não é; é autodefesa. Não tenho mais (quase) ilusões sobre mim nem sobre os outros, sei agora que não existem pedestais.

Ando melancólica ainda, e isso se reflete aqui. Juro que tentei pensar em um post mais feliz, mas não consegui. Essa é a verdade que está se passando em mim, e como esse espaço é bem biográfico, peço licença à vocês, mas foi assim que saíram essas maltraçadas linhas. Tenho mesmo alma de poeta. Só não descobri como usá-la de um jeito mais prático. Ninguém mais morre de ideais românticos... melhor assim, pois eu seria uma forte candidata.

Por fim, uma música dos Paralamas do Sucesso - Capitão de Indústria. Define meu cansaço, como estou, excetuando, claro, a parte do trabalho, por motivo óbvios =P. O vídeo não tá muito bom, mas a música vale.

PS: * *Talvez vocês saibam, mas digo mesmo assim, hehe: o título é uma brincadeira com o início da música Conto De Fraldas, do Tom Zé: "Penso, pena que seja pouco, só penso pensamento que possa te procurar, de cá, de lá"




Eu às vezes fico a pensar
Em outra vida ou lugar
Estou cansado demais

Eu não tenho tempo de ter
O tempo livre de ser
De nada ter que fazer

É quando eu me encontro perdido
Nas coisas que eu criei
E eu não sei
Eu não vejo além da fumaça
O amor e as coisas livres, coloridas
Nada poluídas

Ah, Eu acordo prá trabalhar
Eu durmo prá trabalhar
Eu corro prá trabalhar

Eu não tenho tempo de ter
O tempo livre de ser
De nada ter que fazer

Eu não vejo além da fumaça
Que passa e polui o lar
Eu nada sei
Eu nao vejo além disso tudo
O amor e as coisas livres, coloridas
Nada poluídas

Eu acordo prá trabalhar
Eu durmo prá trabalhar
Eu corro prá trabalhar

Eu não tenho tempo de ter
O tempo livre de ser
De nada ter que fazer

É quando eu me encontro perdido
Nas coisas que eu criei
E eu não sei
Eu não vejo além da fumaça
O amor e as coisas livres, coloridas
Nada poluídas

Ah, Eu acordo prá trabalhar
Eu durmo prá trabalhar
Eu corro prá trabalhar

terça-feira, 16 de junho de 2009

Estava à toa na vida...

Olá todos vocês que tem paciência de me acompanhar. Ando meio chata, não? Meio sentimental, meio emo até, hahaha. Sabem como é, alma de poeta...

Hoje estou mais tranquila, mais positiva com os meus pensamentos tortos. Chego a conclusão que não vale a pena gastar tanto tempo me torturando, tentando me adequar, tentando fazer as coisas todas entraem nos eixos. Sabem, às vezes é absolutamente necessário sair dos eixos para enxergar mais claramente. Será que os loucos é que estão certos?

Escrever essas linhas tem sido muito bom pra desafogar minha mente, minhas ideias, minha cabeça. Mas não quero só encher a de vocês. Não. Estou à toa na vida, aproveito pra pensar nela. E como tenho algum tempo livre, penso até demais.

Acabei de ler "Clockwork Orange", ou Laranja Mecânica. Livro ótimo, retrato de um modo de agir que eu não entendo. Acho que nunca vou entender a violência gratuita, ou ultraviolência, como ela é chamada no livro. Não vi o filme, mas verei logo. Estou curiosa para ver o Alex, personagem principal, na tela.

Vi "O Poderoso Chefão 1" na última sexta-feira. Muito bom!!! Comprido, mas nem parece... agora quero ver os outros, completar a trilogia. Trata de mais um mundo diverso do meu, mas, ao mesmo tempo, dá pra fazer analogias. O amor e companheirismo, as pessoas que se aproveitam de situações, as traições... tudo muito humano. Engraçado como somos seres estranhos, capazes de atos lindos e absurdos.

Ainda estou perdida, tento achar meu caminho... talvez por isso mudei algumas maneiras de pensar. Nada drástico demais, só aparei arestas que nem sabia que existiam. Me sinto como o Alex no final do Laranja Mecânica: estou crescendo, vejam só!

À toa, sim, mas nunca desocupada. Me ocupo, nem que seja de me ocupar.

Para terminar, Fernando Pessoa... ah, não reclamem, esse é curtinho e eu dei folga suficiente de poemas, vai...

Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

Ps: Sim, postei em dois dias seguidos. Sei lá, deu vontade. Se ainda não leram, leiam o anterior.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sobre Meninos, Meninas e Lobos

Na vida tudo, absolutamente tudo, é cíclico. Vocês já repararam nisso? No modo que os acontecimentos parecem se repetir, parecem destinados mesmo a acontecer? É mais ou menos isso que anda passando pela minha cabeça ultimamente. Tudo faz parte de um ciclo, parece estar apenas esperando que tomemos as decisões para mostrar sua cara, e na nossa própria cara exibir sua lógica estranha.

Nós dividimos as coisas, para simplificar, e por isso complicamos. Dividimos os nossos mundos em certo e errado, de acordo com o que acreditamos. Mas é uma pretensão muito grande não mudar de opinião. Já fui muito pretensiosa; levava a ferro e fogo o que pensava, dividia o mundo em preto e branco, esquecendo que há o cinza, e em várias gradações. Agora, não sei mais se estou certa... na verdade, me pergunto: o que é certo?

A única resposta a que chego é que certo é seguir as suas leis pessoas, dadas as devidas proporções. Não é certo roubar, não é certo matar, nem trair, claro que não. Continuo pensando assim. Mas se até a lei dos homens, que nada mais é que um apanhado de letras sem sentimentos (porque esse é seu dever, não sentir) perdoa, por exemplo, quem mate em legítima defesa, quem sou eu para ir contra a legítima defesa de cada um? Muitas vezes nós agimos de forma que os outros não vão entender, mas que vai nos preservar. E autopreservação é mais que uma necessidade, é um instinto.

Sei que somos racionais, e por termos esse privilégio aceitamos também obrigações implícitas. Mas ainda somos animais, mesmo assim. Por isso, tenho tentado não julgar os outros, por mais que isso seja difícil. É quase impossível, na verdade. Porém, quem sou eu para saber o que alguém deve fazer? "Que sei eu do que serei, eu que nem sei quem sou?"

Sou julgada, e sei bem que muitas vezes condenada, todos os dias. Entendo que me julguem, mas não sou obrigada a aceitar os vereditos.

Mas esse era pra ser um post mais positivo... hehehe. Então, vou mostrar que de tudo retiro algo bom: começo, mais do que nunca, a me conhecer, a ver em mim imagens de meus pais, de meus amigos, e essas imagens me ajudam a criar um código de ética próprio. Gosto de saber que tem gente a minha volta que se preocupa comigo, e que tenta me alertar, mesmo que de uma maneira pra mim torta e irritante. Se me irrito, me incomodo, é porque me importo, nada mais que isso. E se me importo, é porque amo. E se amo, sempre vou tentar entender.

Meu gênio é difícil, meu estilo é difícil, sou mesmo muito difícil de entender. É tudo 8 ou 80, não há meio termo. Isso é um defeito... mas também me torna quem sou. Apenas quero respeito, amizade, carinho, amor em vários graus e vertentes. Não é o que todos queremos?

Repito o que já disse: amo vocês, meus amigos. De verdade, e intensamente. Por favor, tentem me entender.

Pra terminar, música: , do cd Tudo ao Mesmo Tempo Agora - Titãs



Você já tentou varrer a areia da praia?
Já ficou no escuro ouvindo o canto da cigarra?
Já ficou no espelho rindo sozinho da sua cara?
Já dormiu sem ninguém num canto de rodoviária?
Já dormiu com alguém por migalha?
Você já tentou varrer a areia da praia?

Você já tentou varrer a areia da praia?
Já perdeu a hora quando o tempo pára?
Já gritou uma palavra até perder a fala?
Já colocou todas as roupas do armário na mala?
A sua casa já desmoronou no meio da sala?
Você já tentou varrer a areia da praia?

Já quis demais alguma coisa já quis alguma coisa já?
Jamais quis alguma coisa já?
Já?

Você já tentou varrer a areia da praia?
Já viu sumir a última estrela da madrugada?
Já ficou um dia, um mês, um ano sem fazer nada?
Já colocou todas as roupas do armário na mala?
A sua casa já desmoronou no meio da sala?
Você já tentou varrer a areia da praia?
Jamais quis alguma coisa já quis alguma coisa já?
Já quis demais alguma coisa já?
Já? Já!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Algumas considerações... acho

Tem algumas coisinhas que eu quero falar, nem sei bem por onde começar, mas já estou começando. A vida é muito irônica, cíclica, engraçada até, pra quem souber rir dela e de si mesmo. Tem acontecido algumas coisas que eu já meio que previa, outras que eu torcia pra que não acontecessem, outras que foram surpresa. Não só comigo; aliás, principalmente com os outros, o que me afeta até mais do que se apenas comigo.

Sou uma ...boba, que tenta ser má, diz a todos que é má, mas no fundo é só uma ...boba mesmo. Muitas pessoas, nos últimos doze meses, me fizeram bem e mal, me fizeram rir e chorar, me deixaram feliz e com muita raiva. Muitas me supreenderam por aparecer, outras por reaparecer, outras por sumir. Sempre vivo cercada de gente, mesmo que não pessoalmente; às vezes as pessoas me fazem companhia mais na minha cabeça do que fisicamente ao lado. Sei lá. Acho que é um pouco da minha melancolia aflorada, que faz com que eu esteja sempre com algo me ocupando a mente. Sabe como é, cabeça vazia...

Torci muito por algo que não deu certo, infelizmente, na última quinta-feira. Não importa saber o que foi, só que não vai. Sinto muito... mesmo... Mas acredito em destino, como já disse aqui. Talvez seja melhor assim.

Pessoas muito próximas a mim, e não tão próximas nos últimos tempos (acontece, né?) sofreram um pouco, ou ainda estão sofrendo, nos últimos dias. É pena, mas o que nós seríamos sem passar por isso? Um bando de pessoas menores, mesquinhas e, sem dúvida, infelizes. Sei como é difícil acreditar nisso às vezes, porém é a mais pura verdade. Torço agora para que dessas dores saiam boas conclusões... mesmo que egoístas a princípio. Só a princípio, hein?

Nem tudo foi ruim. Muitas supresas boas me marcaram ultimamente. Reconheço que mudanças estão fazendo bem a alguns, e isso é importante. De tudo que acontece dá pra se tirar proveito, digo isso por experiência. Ando preocupada com várias coisas, como arranjar emprego... mas cheguei a conclusão de que tudo tem seu tempo. Era isso que queria dizer aqui hoje, talvez... Tudo tem seu tempo. Absolutamente tudo.

Continuo aprendendo sobre mim, sobre o que sou capaz. Às vezes me pego tentando resolver problemas meus e dos outros, às vezes me pego com preguiça de resolver coisas que estão bem ao meu alcance, às vezes resolvo não resolver nada, deixar a água correr. Não me assusto mais com quase nada... isso é assustador?

Muitos de vocês vão entender só metade do que está escrito aqui, muitos vão entender menos, alguns vão entender quase tudo, talvez ninguém entenda nada. Não faz mal. Só queria escrever sobre o que está aqui dentro de mim no momento. Estou com tantos pensamentos ao mesmo tempo que precisava organizá-los. Sei que as pessoas que me fizeram mal, as que eu falei lá no início, provavelmente nem saibam o mal que me fizeram. As que me fizeram bem há mais chance que saibam. Mas a vida segue o rumo, seu ciclo, com graça, com ironia. É assim.

Por fim, não é uma poema, é uma música do Caetano Veloso, cantada por Roberto Carlos, e que eu amo: Força Estranha



Eu vi um menino correndo, eu vi o tempo
Brincando ao redor do caminho daquele menino,
Eu pus os meus pés no riacho e acho que nunca os tirei
O sol ainda brilha na estrada que eu nunca passei

Eu vi a mulher preparando outra pessoa
O tempo parou pra eu olhar para aquela barriga
A vida é amiga da arte, é a parte que o sol me ensinou
O sol que atravessa essa estrada que nunca passou

Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha no ar
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz tamanha

Eu vi muitos cabelos brancos na fronte do artista
O tempo não pára no entanto ele nunca envelhece
Aquele que conhece o jogo, o jogo das coisas que são
É o sol, é o tempo, é a estrada, é o pé e é o chão

Eu vi muitos homens brigando, ouvi seus gritos
Estive no fundo de cada vontade encoberta
E a coisa mais certa de todas as coisas
Não vale um caminho sob o sol
E o sol sobre a estrada, é o sol sobre a estrada, é o sol

Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha no ar
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz tamanha

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Sacos Plásticos e manequins

Eu fui, meus caros!! Eu fui pra São Paulo, passei frio dois dias seguidos, mas falei com eles! E comprei o cd novo, que estou ouvindo sem parar, hehe. De quem? Dos Titãs!!! Eu falei com todos eles, pouquinho, mas falei. E estou bem feliz, como aquelas fãs idiotas mesmo. Admito, sou idiota!

Fui acompanhada do Thiago (brigadinha, moço!) nessa aventura gelada. Tava um frio em Sampa que eu vou te contar, justo eu que odeio passar frio... Se valeu a pena? Muito! Tô feliz até agora... os encontros com eles foram na terça e na quarta, e hoje já é madrugada de sexta.

Mas deixa eu contar, que já enrolei demais: como vocês devem saber, e eu escrevi no post passado, os Titãs são a minha banda preferida. Eu sou fã enlouquecida, adoro todas as fases da banda, sei que ela não está nos melhores dias, mas não me importo. Amor incondicional, que deixa pra lá as músicas nem tão boas e as ruins, e olha pras que são muito boas, ótimas e excelentes.

Fiquei sabendo da sessão de autógrafos e da gravação do clipe, em São Paulo. Tinha que ir, nem que fosse sozinha!!! E fui, comprei o cd novo - Sacos Plásticos - (sim, eu ainda compro cds...), que está com o encarte todo autografado, lindo! E falei com as pessoas que mais ouço na vida. Foram todos muito simpáticos, com destaque para o Tony e o Charles, dois caras muito legais. Tive dois pontos altos na primeira noite: o primeiro quando falava com o Sérgio, que tava meio mal humorado... aí ele viu minha carinha de fã idiota, achou bonitinho e o rosto dele se transformou em um sorriso muito sincero.

E o ponto mais alto foi, claro, a conversa com meu titã preferido, o Paulo. Ele perguntou meu nome, eu falei, ele autografou e me devolveu o encarte. Eu aproveitei e disse: "Cara, eu te adoro!". Ele pegou a minha mão, segurou entre as duas mãos dele, e me respondeu: "Que bom! Brigado!". Eu sei, sou uma fã idiota, já escrevi isso... e ganhei a noite, a semana, o mês!

Dia seguinte, gravação do clipe, e lá vamos nós passar frio no Sta. Ifigênia. Muito legal ver o clipe sendo feito, eles ali ao lado, trabalhando, muita gente parando sem saber o que estava acontecendo. Ouvi o seguinte diálogo: "De quem é o clipe?" - "É de uma banda de rock, o Paralamas". Hahahahahahaha, tive que corrigir... e não é que a pessoa só acreditou em mim quando começou a tocar a música?

Me diverti, foi tudo muito bom, amei cada segundo, mesmo. Agradeço a todo mundo que me aturou, sobretudo ao meu companheiro nessa jornadinha, que teve que conversar comigo enquanto eu tava com aquela cara de idiota atarrachada no rosto. Feliz demais!!

Uma das músicas, já das minhas preferidas, Deixa eu Entrar:

"Esquece o certo e o errado
Entende bem o meu recado
Esquece a reza e o cuidado
Reza a Deus e ao diabo

Deixa, deixa eu entrar
Deixa, deixa eu ficar

Abre a porta do teu quarto
Troca o papo, tá furado
De ter medo e de pecado
Quem tem culpa, tá culpado

Deixa eu entrar
De frente ou de lado
Atravessar o teu sonho molhado
Deixa eu entrar
Em cima ou embaixo
Ser teu escravo, teu dono, teu criado

Corpo fechado, por que tanto resguardo"

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Ídolos

Não, não vou falar desses programas de tv que formam novos ídolos para o povão (nada contra, só não é esse o assunto). Quero falar hoje dos meus ídolos. Mas não pense também que você vai encontrar por aqui apenas os ídolos de música, filme, livros, o que for. Quero falar dos meus ídolos, os de pedra, de barro, de carne e osso, de ilusão. Todos eles... ou quase, pode ser que eu esqueça alguns.

Tenho meus ídolos "normais", que todo mundo tem. Sou apaixonada pelos Titãs, por exemplo. Minha banda preferida, de todas as existentes do mundo, e que tem um vocalista que eu amo (até casaria com ele, acredite): o Paulo Miklos, aquele que é beeem feinho mesmo. Tenho inúmeros outros ídolos na música (Paralamas, Orishas, Beirut, Chico Buarque, Foo Fighters...), tenho ídolos nos livros (Fernando Pessoa, Luiz Fernando Veríssimo, José Roberto Torero, Marcos Rey...). Porém, mais que isso, tenho sorte - convivo com meus maiores ídolos.

Sim, o que vou dizer agora vai ser brega, hehe. Meus maiores ídolos são meus pais e meus amigos. Meus pais, porque me ensinaram tudo que sei, ou quase tudo. Porque me mostraram que é possível, sim, casar e continuar casado por amor, mesmo que os tempos nunca fiquem fáceis. Minha mãe porque me ensinou a lutar na vida, sempre. Meu pai porque me ensinou a dar valor pra coisas bobas e importantes, e para amigos.

E agora meus amigos. Todos vocês que convivem comigo, em maior ou menor grau, de alguma forma são meus ídolos também. Primeiro, porque vocês conseguem conviver comigo, com minhas chatices, minhas repetições - isso já merece medalha! Depois, porque cada um de vocês me ensinou alguma coisa. Não vou citar nomes, não quero ser injusta. Como disse no meu quem sou eu, aí do lado, amo meus amigos. E meu namorado está incluído na lista de amigos, pois antes de tudo ele é um amigo também.

Hesitei antes de fazer esse post, estava tentando ser o menos piegas possível, hehehehe. Contudo vi que não há como. Quero que vocês saibam: vocês são meus ídolos. E eu tenho sorte de ter tanta gente que gosta de mim ao meu lado, seja há mais de 10 anos, seja a pouco mais de 1.

E para terminar, me justifico: se essa é uma carta de amor...

"Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

(...)

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)"

Álvaro de Campos / Fernando Pessoa