quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Notas Musicais - Móveis Coloniais de Acaju

Sensacional, mesmo! O show foi fabuloso, muito bom! Dancei, gritei, pulei, fiquei bem cansada e com a garganta arranhando. Como sempre acontece quando vou a um bom show.

O primeiro dos dois shows da semana já foi... ainda falta o Coldplay, na próxima terça-feira. Mas voltando ao Móveis - que banda! Eles têm um domínio do palco, uma presença muito forte, são instrumentistas extraordinários! Estavam o tempo todo tocando como se fosse a coisa mais simples e divertida que eles faziam na vida. Dava pra sentir como eles gostam de fazer isso, tocar para um público que sabia de cor quase todas as letras (eu me incluo, hehe).

O show mesclou músicas do primeiro cd, Idem - e do segundo, C_mpl_t_ . Tocou a maioria das minha preferidas, só faltou "Seria o Rolex?". Mas beleza, teve "Cão-Guia", "Tempo", "Adeus", "Copacabana" e "Perca Peso". Fui para o trabalho ouvindo as músicas do show, e as que não foram cantadas. Eles desceram do palco (sempre fazem isso em shows), e um dos integrantes passou bem perto de onde eu estava, foi engraçado.

O único senão foi quando o vocalista do Teatro Mágico resolveu cantar. Ele não sabia a letra, e estava lendo a mesma num papel na mão. Falta de respeito: o mínimo que você deve fazer ao cantar num show é decorar a letra, ainda mais se você vai cantar apenas uma música! Mas, também, o que eu posso esperar do vocalista do Teatro Mágico? (Sim, você entendeu direito, eu DETESTO Teatro Mágico)

Digo de novo: que banda! Já achava o André Gonzales um caso à parte, estiloso e talentoso. E no palco ele não fica devendo, de forma alguma. Quero mais um show desses... E agora é preparação para Coldplay!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Viva la Vida e C_mpl_t_ como preferir

Estes dias próximos serão musicais!! A começar por hoje, show do Móveis Coloniais de Acaju na USP, e acabando na próxima terça-feira, com show do Coldplay, banda que poderia eleger como gringa preferida. Muito contente, apesar dos percalços para chegar ao ingresso, que ainda não acabaram... mas acabam neste sábado, se o bom Deus quiser.

Continua tudo calmo aqui na Paulicéia. Esta semana quase tive uma recaída de melancolia, me senti nostálgica... ainda me sinto, estou com saudades de coisas que aconteceram há pouco menos de 1 ano... pensar que em meses tanto mudou.

Estou com saudade da minha ignorância em relação a algumas coisas que descobri. Andei vendo fotos, lembrando de fatos, tão bons e que nunca voltarão. Estou com saudade da minha inocência em alguns momentos. Já falei: ignorância é uma benção... mas ainda prefiro saber.

Vou ter que deixar de lado a minha alma tristonha e me concentrar em estudar: é ano de vestibular. Sim, como parte de vocês já sabe, vou prestar vestibular este ano para Letras, na USP. A chance de não passar é grande, e podem ter certeza que eu vou ficar extremamente deprimida se não passar. Ah, vocês me conhecem, eu nem precisava ter escrito isso.

Eu sei o que todo mundo vai me falar, porque inclusive já estão falando: "Ah, Amanda, você vai passar, tenho certeza!" Não tenho certeza, acho que é possível, mas sei bem como foi estudar a vida inteira em escola pública e os resultados disso. Ensino estadual é uma merda, com o perdão da palavra.

Enfim, planos ocupando minha cabeça, companhias ocupando meu tempo, e, quando não, seriados legais, nerds e engraçados, tudo junto. Dica do dia: assistam The Big Bang Theory!

Quase recuperada da reviravolta na minha banda preferida... que aliás foi a causadora dessa nostalgia aflorada, pois a pouco menos de 1 ano eu via pela primeira vez o Branco Mello e depois os cinco (ainda eram cinco) Titãs.

Pensar nessa época me deu saudades... dos papos até 4 da manhã com a Isa, dos jogos de quarta-feira nos bares com Bruno e Felipe, dos passeios sem hora determinada com o Thi em uma SP que eu conhecia quase que só o Centro e a Paulista, das tardes sem fazer nada na Je, os ensaios da banda mais próxima... minha rotina da época. Ainda bem que tenho saudades. Talvez seja a proximidade com meu aniversário. Será? Ah, e por falar nisso:

Aniversário - Álvaro de Campos

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a.olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho... )
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos ...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos. . .

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira! ...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

É cedo ou tarde demais

Semana passada o Charles Gavin anunciou a saída dos Titãs. Sim, é uma bobagem, mas eu fiquei tristinha na sexta-feira por conta disso. Fiquei porque não vejo muito futuro mais para minha banda mais querida, pros caras que mais ouvi na vida.

O nome desse blog, pra quem não sabe, veio de uma música deles, chamada "Palavras". No meu orkut, a frase lá no topo é sempre de uma música deles. O "quem sou eu" atual também é. Eles influenciam minha vida, eu sou mesmo uma fã apaixonada e bem idiota, hehe, e não me envergonho, não.

Já escrevi deles aqui, do meu encontro duplo com os cinco... e o Charles foi extremamente simpático. Ele não é meu preferido, mas isso não tem importância, sinto muito a saída dele. Pensar que nunca mais o verei tocando Cabeça Dinossauro" ao vivo, que ele não estará num próximo show que eu for, é estranho.

Esperei até algum deles se pronunciar para escrever este texto. E o Gavin, gentleman que é, mandou um email pro Planeta Titãs para explicar o que houve: ele cansou dessa vida de estrada, de show atrás de show, de grava aqui, toca ali.

A saída dele foi bem diferente de quando o Nando Reis saiu, bem mais às claras, menos traumática. E se ele não estava feliz, é melhor mesmo que saia antes que tudo fique pior. Infelizmente a vida é assim, né?

Fiquei triste, porém agora não tem mais jeito. Mas não vejo futuro muito mais longo pra banda, sinceramente. Quando o Nando saiu, o Sérgio Britto (se não me engano) chegou a dizer que se mais um saísse a banda acabava. Pois bem, ela não acabou... ainda.

E, me desculpem, mas antes de comentar neste post, pensem no que vão escrever. Não estou muito afim de aceitar comentários tipo "mas você sabe que os Titãs acabaram faz tempo" e semelhantes. Eu não sou cega nem surda e sei bem como está a banda, como já estava na época do lançamento do Sacos Plásticos. Não concordo que ela tenha acabado, porém é óbvio que ela está diferente, assim como tudo muda. Especialmente neste momento, não quero ouvir esse tipo de coisa. Nunca moderei comentários em post nenhum, nem pedi para não comentar de determinada maneira, mas hoje farei essa exceção. Pode parecer infantilidade, talvez seja. Mas respeitem.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Hey, hey, como estão vocês?

Eu estou bem. Tenho andado em paz, como a um bom tempo não andava. Isso até me dá medo do que vem a seguir, já que acredito que a tempestade vem depois da calmaria, e não só o contrário.

Tenho planos, que não sei se darão certo, e que não são a curto prazo. Se vocês já entraram aqui mais de duas vezes, sabem como me sinto perdida. Estou formada, adoro a profissão em que me formei, mas não me vejo tão próxima dela. E isso é bem estranho. Sabia que fácil não seria, mas viver longe de coisas tão naturais para mim por tanto tempo... é estranho. Mas não, não estou exatamente triste por isso. Procuro ainda outros caminhos, e enquanto não os acho me ocupo.

Queria ter certezas, tenho tantas dúvidas. Queria poder ter todos os que amo colados a mim. Sinto saudades de papos que tinha com pessoas queridas que não tenho visto tanto. Algumas pessoas tem reaparecido, e que bom! Mas não quero perder ninguém, não me permito mais perder ninguém. Aliás, melhor dizendo: não sei perder ninguém, e não sei se quero aprender.

Ao mesmo tempo, peço mais uma vez desculpas se não consigo ser atenciosa e presente com todos como deveria, ou gostaria.

Quero paz, e sem cerca. Estou aproveitando essa fase, assim como aproveito minhas tormentas: sempre até o fundo de tudo. Assim eu vivo, assim me sinto viva. Desisti, por ora, de entender e achar explicações para tudo. E o mundo está absurdamente claro.

Às Vezes - Álvaro de Campos

Às vezes tenho idéias felizes,
Idéias subitamente felizes, em idéias
E nas palavras em que naturalmente se despegam

Depois de escrever, leio...
Por que escrevi isto?
Onde fui buscar isto?
De onde me veio isto?
Isto é melhor do que eu...
Seremos nós neste mundo apenas canetas com tinta
Com que alguém escreve a valer o que nós aqui traçamos?