quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sabe?

Tenho DRs diárias comigo. E o pior é que nunca ganho as DRs, hahhaha.

Gosto de pensar sozinha, às vezes, mas só por escolha. Se sou obrigada a isso, vira pesadelo.

Lembro das várias Amandas que já fui, e que não quero voltar a ser. Lembro de pessoas do meu passado, de quem eu não tenho notícias, e gostaria de ter. Meu problema talvez seja ter memória.

Andar me faz bem, mesmo debaixo de sol. Sempre soube disso, e não estou falando de um bem físico. Falo de bem aqui dentro.

Idéias estranhas se entranham mais fácil dos que as que fazem sentido.

Estou conseguido economizar pela 1ª vez na vida. É sério, nunca antes na história dessa Amanda eu economizei. Nada como ter objetivos.

Se eu passar no vestibular, muita coisa vai mudar no meu dia a dia. Mesmo.

Papear, sobre qualquer assunto, é terapia. Dá mais certo que divã de psiquiatra.

Queria ter mil poderes, ou mil reais livres por mês. O que fosse mais fácil.

Quero que chova! Não aguento mais esse tempo seco (Alguém sabe onde se faz transplante de nariz? E se muda junto todas as vias aéreas?).

"To lead a better life,
I need my love[s] to be here"



Eleanor Rigby - Beatles (minha preferida)

Ah, look at all the lonely people
Ah, look at all the lonely people

Eleanor Rigby picks up the rice in the church where a wedding has been
Lives in a dream
Waits at the window, wearing the face that she keeps in a jar by the door
Who is it for?

All the lonely people, where do they all come from?
All the lonely people, where do they all belong?

Father McKenzie writing the words of a sermon that no one will hear
No one comes near
Look at him working, darning his socks in the night when there's nobody there
What does he care?

All the lonely people, where do they all come from?
All the lonely people, where do they all belong?

Ah, look at all the lonely people
Ah, look at all the lonely people

Eleanor Rigby died in the church and was buried along with her name
Nobody came
Father McKenzie wiping the dirt from his hands as he walks from the grave
No one was saved

All the lonely people, where do they all come from?
All the lonely people, where do they all belong?

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Toda Cor

A folha em branco sempre aceitou tudo. Esse fundo é preto, mas aceita quase tudo também. Desde meus tempos de faculdade de jornalismo, sei o poder que tem quem tecla esses quadradinhos pretos com letras brancas (apesar de que, naquela época, os quadrados eram brancos, ou amarelados, com letras pretas). Pensava nisso, em como podemos escrever coisas sem sentido, ou com, e pronto - está eternizado até que o google nos esqueça.

Sempre falei aqui de mim, das minhas preferências, do que me entristece, enfim, do que me toca. Acho que é para isso que serve esse fundo preto - para clarear minhas idéias, mudar o tom do que se pessa aqui dentro, ou pelo menos repassar a vocês que me leem. E, ao mesmo tempo, muito deixo nas entrelinhas, guardado para uns poucos que se deem ao trabalho de escarafunchar, ou vir me perguntar ... e que deem a sorte de eu estar num dias de tons pastéis e com paciência para me explicar.

Passei um tempo sem escrever porque não queria me repetir demais. De tão exploradas, minhas tristezas desbotam à vista dos outros. Continuo com os mesmos medos, e alguns são acrescidos à conta. Medos adultos demais para minhas vontades por vezes rebeldes. Não adianta, não quero ser forçada a nada, e, pior ainda, meu espírito não se aquieta.

Às vezes quero simplesmente me deixar ficar pelo caminho, deixar passar tudo ao largo. Há momentos em que me irrita a necessidade de ser protagonista da minha vida. Não sei se nasci para ser cor primária. Contudo, não entendam errado - disse que queria simplesmente isso, mas não disse que consigo. Na verdade, não consigo.

Já tive tantos planos que foram mudados, adaptados, repensados. Jornalismo é um deles, e existem outros. A vida sempre se pinta das cores que nos cabem, quer queiramos ou não. Acredito em destino, com livre arbítrio, que apesar de livre apenas o reforça. Queria saber o que me está separado ali adiante. Mas não, não me contem.

Outro dia, falando disso, me deixei transparentar em lágrimas, por telefone. Dói lembrar que há mais de 1 ano não escrevo uma matéria. Que há mais de 1 ano não faço uma entrevista. Dói, porém é melhor que doa, para eu saber que ainda existe algo daquela menina que se formou aqui.

Mudei tanto, de casa, de cotidiano, de vida, de amigos. Alguns continuam, outros apareceram, outros voltaram. É a ciranda da vida. E como cansa os sentidos vê-la em NTSC, ou PAL-M.

PS: Esse não é um post triste, cinza, ou preto e branco. É um post de cores quentes.



Paperback Writer - Beatles

Paperback writer
Writer, writer

Please, sir or madam, can you read my book?
It took me years to write, will you take a look?
It's based on a novel by a man named Lear
And I need a job, so I want to be a paperback writer,

Paperback writer!

It's a dirty story of a dirty man
And his clinging wife doesn't understand
His son is working for the daily mail
It's a steady job, but he wants to be a paperback writer,

Paperback writer!

Paperback writer
Writer, writer

It's a thousand pages, give or take a few
I'll be writing more in a week or two
I can make it longer if you like the style
I can change it 'round, but I want to be a paperback writer,

Paperback writer!

If you really like it, you can have the right
You can make a million for you overnight
If you must return it, you can send here
But I need a break, and I want to be a paperback writer,

Paperback writer!

Paperback writer
Writer, writer