sexta-feira, 15 de julho de 2011

(mais ou menos) Novas

Bom, pra começar acho que devo dizer que passei nas matérias, inclusive na qual estava de recuperação, ou exame, como queiram chamar. Não fui muuuuito bem, mas valeu a pena passar um final de semana estudando numa casa de praia em que todo mundo se divertia. So much fun! Ainda tenho boas chances de me formar em italiano, e é isso o que importa!

Por enquanto, a vida segue.

Estas últimas semanas foram estranhas, engraçadas, divertidas e extremamente raivosas. Estava num mau humor incrível ontem, porque tenho um problema grande pra resolver, e preciso começar a resolvê-lo... a questão é que não depende só de mim, então não posso simplesmente colocar um ponto final imediato, e isso me enlouquece! Sério, eu fiquei muito perto de enlouquecer, me descontrolar e pular no pescoço de alguém. Com muito esforço e muito rock pesado, isso foi controlado, está passando.

Conheci muita gente nova nessas férias. Gostei de quem conheci e conversei. Me diverti muito com pessoas que não fariam parte de meu mundo não fosse por um amigo relativamente novo, que eu lutei (ainda luto) pra que não se torne daquela categoria, sabe? Não sei se vai dar certo... Acho que não sei ser de outro jeito, mesmo. Ninguém mandou ser essa depressiva carente, sobretudo carente de amor de amigo. E tem algo melhor que amor de amigo?

Não cito nomes até porque nem sei se alguma dessas novas pessoas vai ler isso aqui, haha. Vergonha master de mostrar essas mal traçadas linhas.

Mas, meus caros mais antigos, não sumam. Preciso muito de vocês.

Eu realmente cansei de brincar de ser adulta... só que estou velha demais pra voltar atrás.

Ontem senti uma falta absurda do mar. Vou à praia esse final de semana, em algum momento, só para olhar bem pra ele e me sentir pequena de novo.

Tenho pensado na perfeição, e acredito mesmo que não quero nem ficar perto de quem seja perfeito. Quero as falhas, os defeitos, o que está errado, mesmo que me doa, e dói. Não espero mais o melhor - me assumo pessimista, o copo está meio vazio.

Perguntei, via facebook, se saudade pode virar outra coisa. Me responderam "arte" e "história". Arte ela já virou mais de uma vez. Não queria que ela virasse história, porém não está nas minhas mãos.

Pra terminar - minha solidão é uma pessoa. A única que sempre me acompanha, a todo momento.

Álvaro de Campos / Fernando Pessoa:

O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A sutileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço...

Um comentário:

  1. Fui eu que disse História, pois, como sabe, algumas das minhas saudades viraram. A gente reluta mas depois para de doer. E vc pode contar com meu amor amigo (o tal do filos, né?) se não estiver muito brava comigo ainda rsrsrs Bjo.

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