quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O que você faz?

Não queria necessariamente usar meu blog pra falar disso, mas não deu. Li algo hoje que não consegui deixar de lado. Ah, sim, explicando: vou falar das eleições deste ano. Finalmente.

Não sei se todos vocês sabem, mas este ano minhas diretrizes políticas mudaram um pouco. Continuo a votar nas pessoas, e não no partido, isso eu não pretendo mudar. Mas outras coisinhas estão diferentes.

Por exemplo, este ano não vou votar no candidato "menos ruim". Trazendo para o futebol, é como dizia o Pepe (ex-jogador do Santos): não tenha um jogador ruim no seu time, porque os bons se machucam. Não vou eleger um político ruim, porque os bons não vão ter força, vão se "machucar". Se for preciso, farei algo que vai contra minhas crenças, e votarei nulo. Sim, nunca gostei dessa idéia de votar nulo, mas me recuso a votar em qualquer um só para não anular.

Não decidi todos os meus votos ainda. Governador e deputados estão em aberto. Decidi apenas presidente e senadores - o que já é muito, até outro dia não tinha nenhum deles resolvido. Votarei em Marina Silva, e esse é meu voto mais sincero. Ela não vai ganhar, mas não importa, pois nenhum dos outros candidatos merece meu voto, sobretudo os que estão no topo das pesquisas.

Mas o que me fez vir aqui falar disso? Esse link - http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2010-09-01_2010-09-30.html#2010_09-15_08_44_18-10045644-0. Esse é um blog de política, do Josias de Souza, que eu entro vez ou outra. Não concordo com muito do que ele diz, mas, enfim, cada um sabe de si.

O post que me incomodou foi o de nome "Dirceu: Brasil tem ‘excesso de liberdade’ de imprensa". Fala de uma palestra dada pelo Zé Dirceu, aquele que se digladiava com o Bob Jeff na época do mensalão, foi cassado e não pode se candidatar até 2016. Quando, sem dúvida, ele voltará, se estiver vivo até lá. Para não ser injusta, o Thiago me enviou um link com o outro lado (até parece jornalista, hehe), do próprio explicando seus pontos de vista - http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10080&Itemid=2

Não vou aqui fazer acusações e reverberar o que se diz do Zé Dirceu. Graças a Bob Jeff (que é outro pilantra), estamos livres de tê-lo como presidente oficial. Mas não estamos livres para sempre dele. A minha visão desse é bem particular - para mim ele é um apaixonado pelo poder, e o quer ter a todo custo, mesmo que nos bastidores. Aliás, é nos bastidores que ele se mostra ainda mais eficiente, e poderoso. Diferentemente do Aécio Neves e do Ciro Gomes, que, na minha opinião, são outros apaixonados pelo poder, mas só o poder não basta - eles precisam do status, dos holofotes. Talvez por isso o primeiro namore tantas misses, e o segundo uma atriz famosa...

Nessas eleições, temos políticos para todos os gostos, dos palhaços aos picaretas. Nem vou entrar no mérito das candidaturas bizarras, não vale a pena. O que vim falar é de política, não dessas piadas sem graça.

Também não estou aqui para dizer como vocês, meus caros, devem votar. Eu mesma não sei, estou ainda conjecturando. Só queria desabafar um pouco contra esse cenário que antevemos. Pelo jeito, teremos uma presidenta, e, infelizmente, alguém que eu não admiro, nem gostaria de ver nessa posição. A maioria vence, sempre, e quem sou eu para ir contra a democracia?

Pelo jeito [2], alguns senhores que aí estão há anos vão continuar, alguns que fazem gracinhas vão entrar, os cantores irão para o senado, para a câmara. Sabem, pensar nisso tudo dá um desânimo perigoso. Sim, porque dá vontade de mandar todo mundo passear, não votar em ninguém, me anular mesmo, de todas as formas, como meus pais fizeram durante muito tempo. Porém, não posso me anular, a não ser no caso citado lá em cima.

Penso em tanto tempo, tantas mortes, tanta luta durante os anos de chumbo, veneno, porradas, sumiços. E apenas aí eu me reanimo um pouco. Hoje temos uma liberdade pela qual muitos lutaram, e parece que não nos damos conta. Não sentimos na pele o que se passou até o ano em que eu nasci, em que o Tancredo Neves ganhou mas não assumiu, época em que as letras MDB não eram sinônimo de Quércia. Por fazer tanto tempo, parece que não aconteceu conosco. É muito bonito de ver nas paginas de história, nas aulas de faculdade, nas músicas de festivais. E só.

Vocês me conhecem, sabem o que eu penso sobre os vermelhinhos e os arrotos de revolução. Não quero uma revolução - quero a liberdade. Liberdade sem que alguém meça e diga que é demais, nem de menos. Liberdade não deve ser medida.

Nosso sistema atual é falho, em alguns pontos cai de podre, precisa de pessoas diferentes, e o povo não as elege, por falta de educação, informação, memória. Ainda assim o que temos é melhor que liberdade nenhuma.

4 comentários:

  1. Eu tenho minhas dúvidas de até onde conquistamos algo, pois a partir do momento que a;go é obrigatório, deixa de ser um direito. Além disso, nós sempre somos sugeridos com a mesma corja, cada vez menos boas opções há. Para presidente este ano meu voto é da Marina, mesmo que ela não vá ganhar.

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  2. Só tenho uma coisa a dizer!!!

    "Toc toc toc bate na madeira, Dilma e Zé Dirceu, nem de brincadeira!" Maarrrr NUNCA!!!!

    Hahahaha...

    É, esse ano tá difícil, mas... Temos que votar em alguém, né?

    Beijos.

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  3. E tem mais uma que me lembrei agora...
    "Eu tenho muita pena de que não percebeu, que votar na Dilma é votar no Zé Dirceu..."

    É, esse trabalho de eleições tá me deixando craque nos jingles!

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  4. Na Venezuela, alguém pensa como Zé Direcu e o país está numa crise danada, numa das eleições mais tensas da américa. Por isso tenho medo dessa eleição. Lula ainda me inspira confiança. Mas os que o cercam...

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