Olá todos vocês que tem paciência de me acompanhar. Ando meio chata, não? Meio sentimental, meio emo até, hahaha. Sabem como é, alma de poeta...
Hoje estou mais tranquila, mais positiva com os meus pensamentos tortos. Chego a conclusão que não vale a pena gastar tanto tempo me torturando, tentando me adequar, tentando fazer as coisas todas entraem nos eixos. Sabem, às vezes é absolutamente necessário sair dos eixos para enxergar mais claramente. Será que os loucos é que estão certos?
Escrever essas linhas tem sido muito bom pra desafogar minha mente, minhas ideias, minha cabeça. Mas não quero só encher a de vocês. Não. Estou à toa na vida, aproveito pra pensar nela. E como tenho algum tempo livre, penso até demais.
Acabei de ler "Clockwork Orange", ou Laranja Mecânica. Livro ótimo, retrato de um modo de agir que eu não entendo. Acho que nunca vou entender a violência gratuita, ou ultraviolência, como ela é chamada no livro. Não vi o filme, mas verei logo. Estou curiosa para ver o Alex, personagem principal, na tela.
Vi "O Poderoso Chefão 1" na última sexta-feira. Muito bom!!! Comprido, mas nem parece... agora quero ver os outros, completar a trilogia. Trata de mais um mundo diverso do meu, mas, ao mesmo tempo, dá pra fazer analogias. O amor e companheirismo, as pessoas que se aproveitam de situações, as traições... tudo muito humano. Engraçado como somos seres estranhos, capazes de atos lindos e absurdos.
Ainda estou perdida, tento achar meu caminho... talvez por isso mudei algumas maneiras de pensar. Nada drástico demais, só aparei arestas que nem sabia que existiam. Me sinto como o Alex no final do Laranja Mecânica: estou crescendo, vejam só!
À toa, sim, mas nunca desocupada. Me ocupo, nem que seja de me ocupar.
Para terminar, Fernando Pessoa... ah, não reclamem, esse é curtinho e eu dei folga suficiente de poemas, vai...
Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Ps: Sim, postei em dois dias seguidos. Sei lá, deu vontade. Se ainda não leram, leiam o anterior.
INVENTÁRIO DE PERDAS
Há 9 meses
Tempo pra pensar na vida... pensando no certo e errado... tentando achar um caminho... Meu Deus! Parece que lê pensamentos! hauhaauha
ResponderExcluirO Poderoso Chefão... Que filme! Valeu, Thiago, pela indicação! É tudo mesmo muito humano e dá muito pra usar no cotidiano... até fez com que eu entendesse algumas coisas que se passam comigo agora.
Moça, só um recado pra ti. Pense na vida, sinta-se confusa... Mas não perca a fé que tudo vai se acertar.
Como estamos filósofas ultimamente! hehehe Acho que é a idade chegando! =P
ResponderExcluirBeijos!
Lembra o que eu disse sobre a ficção? no "Tsc", do meu blog. Lembra também do último verso de "Carma Diem"? "Não há culpa em não se ocupar"... Não é o lema dos vagabundos (como diria o meu querido Gilberto Kassab), e nem é o que penso hoje em dia... mas tem momentos que a nossa vida pede pausa de algumas coisas, queiramos ou não. Aliás, voltei a ler como antes, hehe. Li lá atrás, numa postagem velha, sobre Destino. Discordo. Mas respeito a ideia de que cada coisa tem seu tempo.
ResponderExcluirE quando for postar algo do Pessoa, fale de uma vez que é o Álvaro de Campos! Não é a mesma Pessoa, po!