quinta-feira, 14 de maio de 2009

Pretensões? Não, obrigada!

Não tenho pretensão nenhuma fazendo esse blog. Não pretendo salvar o mundo, nem causar impacto, nem nada parecido. Queria um espacinho pra falar de minhas opiniões, que tenho de monte, sobre muitos, muitos assuntos. Não sei que rumo vou dar a essas conversas, e gosto assim, sem saber mesmo. Por falta de pretensões também não estou escrevendo numa linguagem culta... escrevo do jeito que me vem à cabeça.

Mas por que esse discurso? Porque eu vou falar hoje de umas coisinhas que andam me chamando a atenção estes dias. Estou numa fase meio melancólica ou, como diria Bruno Rios, depressiva. Não, não estou em depressão, bem longe disso. É quem tem dias na minha vida que eu me sinto um pouquinho, bem pouquinho, tristinha e me vem uma certa melancolia. Eu até gosto dela, foi minha companheira durante tantos anos... mas essa é outra história.

O bom é que, nessas fases, leio feito uma desesperada, sobretudo poesias. Mas não qualquer poesia: quem já conversou comigo sobre isso sabe que eu não sou lá muito fã de poemas romantiquinhos, tipo "meu amor é como a luz das estrelas...". Gosto mais de: "NÃO: Não quero nada/Já disse que não quero nada/ Não me venham com conclusões!/ A única conclusão é morrer". Não sou radical: também gosto de textos de amor, porém tudo tem limite.

E hoje resolvi dividir com vocês uma descoberta não tão recente, mas bem legal: o Jornal de Poesia. Nesse site tem poesias de diversos autores, podem fuçar, é bem legal. O endereço da página principal é http://www.revista.agulha.nom.br/poesia.html . No pé da página tem um índice por letra do primeiro nome do autor, e dá pra achar de tudo. Então, quem quiser dá uma espiada lá.

Sim, eu sou uma chata que adora mandar os outros lerem... desculpa aí, hehe. É que eu tenho alma de poeta... mais ou menos. Um dia tomo coragem e posto aqui um poeminha meu, da minha pequeníssima safra... que talvez aumente, quem sabe?

E para não perder o costume, termino com um poema, dessa vez de Fernando Pessoa/ele mesmo:

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.

2 comentários:

  1. O que teremos de Fernando Pessoa e seus heterônemos por aqui,... aiaiai! hahahahaha

    É, Amanda, você descobriu pra que serve um blog! =D Agora basta ter paciência para mantê-lo! Eu já pensei em ressucitar o meu, mas sei lá... só pensei! hehehe

    Beijos.

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  2. Aeee! Parabens, Amanda, pela coragem. Confesso que realmente é chato vc escrever e não receber nenhum comentário, mas pra nós (loucos jornalistas) escrever é o que vale... Estarei sempre por aqui, e comentando..bjoss

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